Ranking revela que os brasileiros são mais sedentários que os norte americanos

Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade Stanford, localizada na Califórnia, nos Estados Unidos, revelou algo surpreendente para os brasileiros. Em uma avaliação sobre os hábitos diários de mais de 700 mil pessoas, os pesquisadores descobriram que os brasileiros são mais sedentários que os americanos.

A revelação surpreendente chama a atenção para os brasileiros, que estão acostumados a criticar o estilo de vida dos americanos e os péssimos hábitos alimentares. No quesito se movimentar, os brasileiros levaram a pior e mostraram que o sedentarismo faz parte da vida de muitos aqui no Brasil.

A análise realizada pelos cientistas da Califórnia foi realizada através de um aplicativo de celular que fornece dados de usuários que podem ser analisados, dentre eles os hábitos cotidianos de exercícios físicos, caminhadas ou qualquer outra atividade que possa ser monitorada e registrada no aplicativo.

Na plataforma os usuários registram as horas diárias gastas com exercícios físicos e as modalidades de atividade física enfrentada por cada participante. Foi através desses dados que os pesquisadores puderam comparar os brasileiros com os americanos e concluir que o Brasil ganha em número de sedentários.

Utilizando a tecnologia a favor da ciência, os pesquisadores analisaram um total de 717.527 pessoas em um total de 111 países do mundo, tudo para identificar os hábitos das populações nas mais variadas regiões do mundo.

A pesquisa é um reflexo dos problemas causados pelo sedentarismo e pela obesidade, que pela estimativa dos pesquisadores, passam de 5 milhões de mortes anualmente em função de doenças desencadeadas pelo problema.

O atual estudo foi o maior já realizado para identificar a rotina de exercícios físicos das populações espalhadas pelo mundo, e o primeiro a revelar que os brasileiros estão na lista dos piores em se movimentar.

O Brasil só perdeu para três países, sendo eles a África do Sul, que aparece em 3º lugar na lista, para a Arábia Saudita, que corresponde ao 2º lugar e para a Indonésia, que recebeu o 1º lugar no ranking de população mais sedentária do mundo. Dentre os países listados, os Estados Unidos aparecem em 10º lugar, um pouco antes do 14º lugar ocupado pelo Brasil.

Luz da tela do celular pode causar prejuízos aos olhos

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Nos dias de hoje, as pessoas tem passado cada vez mais tempo no celular, iniciando o dia já checando o aparelho, antes mesmo de levantar da cama, e utilizando o smartphone até a hora de dormir. Contudo, são cada vez maiores os indícios de que esse uso excessivo dos celulares, e também dos computadores e tablets, pode causar um grande mal à visão.

A maior preocupação dos médicos especialistas no tema é de que a córnea não teria capacidade o bastante para filtrar todas as ondas eletromagnéticas que são emitidas pelos aparelhos eletrônicos. Por esse motivo, a grande exposição à luz azul que é emitida pelos computadores e smartphones pode ter o potencial de prejudicar a retina, causando problemas como dificuldades em focar a visão, olhos secos, dores de cabeça e inclusive a degeneração macular, condição que causa a perda contínua da visão.

De acordo com uma pesquisa realizada por estudiosos da prestigiada Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, foi comprovado que essa luz azul também tem o poder de inibir a produção de melatonina,  que é o hormônio responsável pela qualidade do sono,  além de regular o ritmo circadiano do nosso organismo enquanto dormimos.

Para evitar todos esses problemas desencadeados com o uso excessivo dos aparelhos eletrônicos, a sugestão dos especialistas é tentar descansar a vista por cerca de 20 segundos a cada 20 minutos gastos em frente a tela do smartphone, tablet ou notebook. Nesse período de descanso, basta olhar pela janela ou simplesmente ao redor, sendo importante apenas evitar a tela do eletrônico por alguns instantes.

Além disso, outra alternativa interessante é fazer uso de aplicativos que controlam a claridade do smartphone durante a noite, ou então, para os usuários do iPhone, habilitar o modo chamado Night Shift.

Contudo, para aqueles que quiserem realmente evitar os riscos, os especialistas recomendam que o ideal é deixar para mexer no smartphone depois de se levantar da cama e tomar o café da manhã, além disso, também é melhor desligar o celular todas as noites cerca de uma hora e meia antes de dormir, para não prejudicar o ciclo do sono.

Tempestades solares são a causa das baleias encalharem diz novo estudo

 

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A aurora boreal, causado por tempestades solares, podem ter sido a causa do encalhe de 29 baleias conhecidas como cachalotes no ano passado nas praias do Atlântico Norte.

As perturbações magnéticas podem ter interferido no senso de direção das baleias, fazendo com que elas se desviassem do grupo, diz o estudo da Universidade de Kiel, na Alamenha.

Todas as baleias encalhadas morreram e em suas autópsias, os cientistas encontraram em sua maioria desnutrição e sintomas de doenças, o que para eles é bem intrigante. Devido a isso, muitas pessoas achavam que elas encalhavam devido a envenenamento ou acidentes na busca por alimentos.

Esse tipo de baleia vivem em águas profundas com temperaturas de quente à moderada e muitas vivem em grupos perto do arquipélago português de Açores. Quando completam uma idade entre 10 e 15 anos, os machos migram para o Norte, apesar de ainda serem jovens atraídos pela quantidade grande de lulas e águas mais frias. A viagem passa por costas europeias, porém em apenas um mês, as baleias apareceram em praias na Alemanha, Holanda e França.

A possibilidade dos  cachalotes viajarem com o auxílio do campo magnético, foi uma chave no entendimento desse mistério pelos cientistas da Universidade de Kiel. A intensidade do campo não é uniforme e varia de região para região, e as baleias aprenderam a seguir da mesma forma que os humanos seguem os mapas. Devido às grandes tempestades solares, essas percepções podem ter sido alteradas. A radiação emitida pelas explosões de massa ao atingirem a atmosfera da terra produzem o fenômeno da aurora boreal, que podem danificar até satélites e os cientistas acreditam que podem causar impactos na direção dos pássaros e abelhas.

A equipe estudou sobre a ligação dos encalhes de baleias e de duas tempestades solares grandes que ocorreram em dezembro de 2015, e foram liderados por Klaus Vanselow. Elas produziam espetáculos de luzes, vistos apenas em países como Noruega e Escócia, mais ao norte.

Os distúrbios temporários no campo magnético chegaram a 460 quilômetros nas áreas entre o extremo norte do Reino Unido, Noruega e das Ilhas de Shetland. Devido a isso, as baleias podem ter ficado confusas ao transitarem pela região e os cientistas suspeitam que elas usem como orientação o campo magnético da Noruega.

Apesar de difícil de serem provadas, os cientistas acham a teoria plausível e a Agência Espacial dos Estados Unidos, também estuda impactos das tempestades solares no mundo.

 

Fim do surto de febre amarela é anunciado pelo Ministério da Saúde

O anúncio do fim do surto de febre amarela pelo Ministério da Saúde no país foi feito no início de setembro, que levou a 777 casos e 261 mortes desde o final do ano passado até o final de agosto deste ano.

Além de todos esses números, 2,2 mil casos foram descartados e outros 213 ainda estão sobre investigação.

A ampliação da vacinação que se expandirá para crianças de nove meses no país é necessário. “Desde junho não registramos nenhum caso, mas há uma grande preocupação porque a cobertura vacinal é baixa em muitos estados”, de acordo com Ricardo Barros, ministro da saúde. O Ministério está preparado para fracionar a vacinação, ressalta o ministro: “A situação está sob controle, mas precisamos ampliar a cobertura vacinal, precisamos que todas as áreas de recomendação de vacinação tenham 90% de cobertura, essa é a meta”.

O Ministério incluiu na vacinação de febre amarela, crianças de nove meses em todo o país, para evitar o surto, que deve entrar em vigor em 2018, porém ainda não foi definido como será a distribuição das vacinas. Para garantir a cobertura, será feito parcerias entre o Ministério e os municípios na administração dos estoques.

O investimento será de R$ 66 milhões no controle do surto, foram distribuídas 36 milhões de doses extras em 2017 entre as previstas e os reforços enviados para os estados com registro de surto.

O surto que ocorre em 7 ciclos já era esperado segundo as expectativas. A febre amarela se manifesta em períodos quentes, segundo o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis, João Paulo Toledo.

O Sudeste foi o local com mais casos, chegando a 764 e a vacinação teve um reforço de 27 milhões de doses extras distribuídas em cinco estados, sendo eles: Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Bahia.

As aéreas de recomendação permanente em São Paulo passaram para 44 municípios e até o final desse ano o Ministério incluirá mais municípios.

A febre amarela, que apesar de atingir áreas urbanas das regiões do Rio de Janeiro e de São Paulo, foram classificadas pelo governo como áreas silvestres.

 

Cientistas descobriram relação entre genética da mãe com o autismo

Muitos pesquisadores já especularam sobre o autismo ser hereditário, até que finalmente a ciência comprovou que existe sim uma ligação entre os laços genéticos com o desenvolvimento da doença. Um estudo realizado por pesquisadores dos Estados Unidos do Hospital Infantil da Filadélfia, deixou claro que há uma possível ligação do autismo com a hereditariedade.

O fato foi explicado através de uma análise de DNA onde mutações no DNA mitocondrial, grande parte das células que se encarregam de produzir energia para o corpo e que são exclusivamente herdados da mãe, podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

Na publicação do estudo feita pelo JAMA Psychiatry, os pesquisadores revelaram que eles analisaram o código genético mitocondrial de cerca de 963 famílias, que possuíam ao todo, cerca de 1.624 pessoas autistas, e ainda 2.417 pais e irmãos considerados saudáveis. Essas informações analisadas foram posteriormente comparadas em um banco de dados com informações de DNA mitocondrial.

As observações revelaram que as alterações no DNA mitocondrial de pessoas com autismo têm ligação com as mutações genéticas herdadas de familiares. Sendo assim, os pesquisadores concluíram que essa ligação pode ser explicada pelo simples fato de que as alterações no DNA mitocondrial impedem o fornecimento adequado de energia no cérebro, podendo assim causar o autismo.

Esse não é o primeiro estudo realizado pela equipe americana para desvendar o mistério do autismo. Em um outro estudo eles já haviam relacionado o problema de falta de energia no cérebro causado pelas mutações no DNA mitocondrial com outros problemas neuropsiquiátricos.

As recentes descobertas sobre as alterações no DNA mitocondrial são um caminho a percorrer para que a medicina possa evoluir para um tratamento ou até mesmo uma prevenção eficaz para a doença. Os pesquisadores ainda avaliaram que a descoberta ajuda a compreender o porquê de algumas populações no mundo ter observado o aumento alarmante de casos de autismo, e outros quase nem ter relatos.

Isso poderá ser explicado em análises futuras pelos pesquisadores, que acreditam na interação da mutação genética com a predisposição do desenvolvimento da doença. Com isso os pesquisadores já especulam sobre uma maneira de evitar a mutação genética para consequentemente evitar o surgimento da doença.

Quais substâncias nocivas à saúde são liberadas na queima do carvão industrial?

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O carvão betuminoso (carvão utilizado na indústria) representa mais de 90% de todo o carvão consumido nos Estados Unidos. Quando queimado, o carvão produz uma chama alta e branca. O carvão betuminoso é chamado assim, porque contém uma substância semelhante a alcatrão chamada betume. Existem dois tipos de carvão betuminoso: térmico e metalúrgico.

Tipos de Carvão Betuminoso

O carvão térmico, às vezes chamado de carvão a vapor, é usado para alimentar as usinas que produzem vapor para usos elétricos e industriais.

O carvão metalúrgico, às vezes referido como carvão de coque, é usado no processo de criação de coque necessário para a produção de ferro e aço. A Coca-Cola é um produto derivado do carbono concentrado, criado pelo aquecimento de carvão betuminoso a temperaturas extremamente altas sem ar. Este processo de derretimento do carvão na ausência de oxigênio para remover impurezas é chamado de pirólise.

Características do Carvão Betuminoso

O carvão betuminoso contém umidade até aproximadamente 17%. Cerca de 0,5% a 2% do peso do carvão betuminoso é nitrogênio. Seu teor de carbono fixo varia até aproximadamente 85%, com conteúdo de cinzas até 12% em peso. O carvão betuminoso pode ser categorizado ainda mais pelo nível de matéria volátil que contém: A, B e C altamente voláteis, de alta volatilidade e baixa volatilidade. A matéria volátil inclui qualquer material que seja liberado do carvão a alta temperatura. No caso do carvão, a matéria volátil pode incluir enxofre e hidrocarbonetos.

Preocupações com a saúde e meio ambiente

O carvão betuminoso em chamas facilmente pode produzir excesso de fumaça e fuligem – matéria em partículas – se queimados incorretamente. Seu alto teor de enxofre contribui para a chuva ácida.

O carvão betuminoso contém a pirita mineral, que serve como hospedeiro para impurezas, como arsênio e mercúrio. A queima do carvão libera as impurezas minerais no ar como poluição. Durante a combustão, cerca de 95% do teor de enxofre do carvão betuminoso são oxidados e liberados como óxidos de enxofre gasosos.

As emissões perigosas da combustão de carvão betuminoso incluem partículas (PM), óxidos de enxofre (SOx), óxidos de nitrogênio (NOx), metais pesados como o chumbo (Pb) e mercúrio (Hg), hidrocarbonetos em fase de vapor, como metano, alcanos, alcenos e benzenos. Também libera dibenzo-p-dioxinas policloradas e dibenzofuranos policlorados, vulgarmente conhecidos como dioxinas e furanos. Quando queimado, o carvão betuminoso também libera gases perigosos, como cloreto de hidrogênio (HCl), fluoreto de hidrogênio (HF) e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAP).

 

Descoberto o motivo dos pacientes com câncer perderem peso excessivamente

Um estudo realizado na Noruega mostrou que a caquexia, que tem como principal característica a perda de peso em pacientes com câncer, pode ter relação com o aumento de substâncias que fazem a autodestruição da massa muscular. O tratamento de câncer de pulmão, por exemplo, que envolve uma alta dose de coquetel de medicamentos faz com os pacientes percam o apetite e emagrecendo na busca pela cura. Essa diminuição do peso muitas vezes é causada também devido à caquexia, que é uma complicação que tem como característica o encolhimento da massa muscular que ocorre independente da perda de gordura.

Ainda não é bem compreendida pelos médicos que investigam a causa dessa síndrome que afeta também pacientes com outros tipos de câncer. Os pesquisadores fizeram uma análise de amostras de sangue de pessoas e de camundongos com tumores malignos e o resultado foram observados nos níveis mais elevados das substâncias que induzem, a autografia das células que podem ocasionar a caquexia. Caquexia vem do grego e significa condição ruim, e os pesquisadores destacam no estudo que aproximadamente de 20% a 30% dos pacientes com cancros podem vir a óbito causados por eles e não pelo câncer.

Estudos anteriores mostraram que as reações inflamatórias podem ser uma possível causa de caquexia, mas essa hipótese não foi comprovada. Essa possível hipótese não ajudaria em tratamento eficaz, pelo motivo de que se a inflamação for causada pelo tumor, em diversos casos, ele não poderá ser extraído.

A descoberta pode ser importante para o tratamento de pacientes que tem o câncer afetado pela caquexia, dizem os pesquisadores, pois existem medicamentos novos que podem fazer o bloqueio da sinalização descontrolada de IL-6 nas células corporais.

O estudo também sugeriu que a perda de peso excessiva pode ter uma redução com o uso de inibidores de autofagia, como a cloroquina, um medicamento usado no tratamento da malária.

O oncologista Daniel Gimenes do Centro Paulista de Oncologia, que não participou do estudo, constatou que o estudo realizado na Noruega segue uma linha de outras pesquisas que ajudam a decifrar os mecanismos que tem ligação com a caquexia.

“As amostras que usamos eram de pacientes com câncer de pulmão, mas também queremos estudar o cancro de mama e o de sangue. Queremos saber mais detalhes de cada um dos tumores para entender essa diferenciação e esclarecer quais as diferenças ligadas ao gênero que foram vistas no experimento”, disse Daniel.

 

Pesquisa indica que exposição às luzes artificiais durante à noite aumenta riscos de câncer

De acordo os com cientistas da prestigiada Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, o hábito de deixar as luzes de casa acesas durante à noite pode causar sérios problemas a saúde. Após desenvolverem uma ampla pesquisa com mais de 100 mil mulheres, os especialistas perceberam que as voluntárias que eram mais expostas a luminosidade noturna ou aquelas que trabalhavam durante a madrugada em contato constante com luzes artificias, tinham até 14% a mais de chance de desenvolver câncer de mama quando comparadas as outras participantes.

Os dados dessa pesquisa foram coletados ao longo de quase vinte e cinco anos, entre os anos de 1989 e 2013.  Todos os fatores de risco ligados ao câncer de mama foram levados em consideração  na pesquisa para a elaboração final dos resultados.

Uma curiosidade presente nesse estudo foi de que essa associação entre a exposição a luminosidade noturna e o aparecimento de câncer de mama só pôde ser constatada nas mulheres que eram ou já haviam sido fumantes, e também nas mulheres que estavam na fase da pré-menopausa. A razão disso ainda não foi completamente identificada pelos cientistas.

A hipótese mais popular entre os pesquisadores é de que a exposição crônica às luzes artificiais após o entardecer é capaz de bagunçar o ciclo circadiano, também conhecido como relógio biológico. Consequentemente, isso também poderia provocar alterações nos níveis de estrogênio e progesterona, que são os hormônios sexuais femininos e que, quando desregulados, podem originar em tumores.

Stephen Stefani, que é oncologista do Hospital do Câncer Mãe de Deus, comentou sobre essas novas descobertas, destacando que novas investigações mais aprofundadas precisam ser feitas para que essa ligação seja confirmada. E caso isso aconteça, será preciso que os médicos compreendam como lidar com essa questão.

É importante destacar que as luzes artificiais consideradas nesse estudo não são apenas as das lâmpadas de casa ou das vias públicas. Além delas, os celulares, tablets e computadores também são fontes de luminosidade e podem atrapalhar o relógio biológico, especialmente quando utilizados na cama, tarde da noite, representando uma ameaça ainda maior do que as das lâmpadas, de acordo com os especialistas.

 

Pesquisadores contam com inteligência artificial para combater a ELA

Quem diria que um robô de inteligência artificial pudesse ser tão útil para a saúde humana. Atualmente, eles já são usados para descobrir novos medicamentos que possam combater doenças graves, como é o caso da ELA – esclerose lateral amiotrófica. Para auxiliar nesse estudo e de outras doenças, pesquisadores desenvolveram um tipo de robô que é capaz de formular e acelerar o processo de descobrimento para possíveis tratamentos.

A esclerose lateral amiotrófica, que também é conhecida pelo nome de Lou Gehrig, é responsável por atacar e matar as células nervosas encarregadas de controlar os movimentos dos músculos. Essa alteração causa, primeiramente, fraqueza no indivíduo, com o tempo o corpo fica paralisado e, por último, o paciente sofre de insuficiência respiratória.

Até o momento, apenas dois medicamentos foram aprovados nos Estados Unidos pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA sigla em inglês) para o tratamento da doença. A primeira está disponível desde o ano de 1995, e a segundo só foi aprovado neste ano.

Embora pareça uma doença rara, os casos têm crescido gradualmente em uma escala global. Todos os anos, aproximadamente 140 mil novos casos aparecem em todo o mundo, e até o momento esses pacientes seguem sem nenhuma perspectiva de cura para a doença. A doença ganhou fama após afetar o físico Stephen Hawking, que recebeu o diagnóstico de ELA quando ainda tinha apenas 21 anos de idade. Hawking conta com a tecnologia para se comunicar e se locomover através de sua cadeira de rodas.

O especialista do Sheffield Institute of Translational Neurosciente, Richard Mead, revelou: “Muitos médicos a consideram a pior doença da medicina e a demanda não atingida é enorme”. A doença foi considerada como a pior entre muitos médicos, porque ela ainda não possui cura ou um tratamento bastante eficaz para o bloqueio dos efeitos.

Por isso, a medicina moderna agora conta com a ajuda de softwares bastante complexos que trabalham sobre a ordem de computadores potentes para encontrar uma alternativa de tratamento que seja mais eficaz ou uma possível cura. Esses pesquisadores que são sistemáticos e incansáveis, trabalham em uma larga escala sem descanso ou interrupções nessa busca. A todo momento, os softwares analisam bancos de dados biológicos, químicos e médicos de uma forma mais rápida e livre de erros. A esperança é de que em breve algo possa mudar esse quadro triste da doença.