Crianças acima de seis meses podem ser vacinada contra febre tifoide, aprova OMS

Foi aprovada pela OMS – Organização Mundial da Saúde – a primeira vacina que irá combater a febre tifoide, conhecida como TCV, e poderá ser administrada em crianças com idade superior a seis meses. O anúncio oficial foi realizado no dia 3 de janeiro de 2018, mas o lançamento oficial da vacina foi feito no mês de dezembro de 2017.

Esta decisão ocorreu logo após um grupo de cientistas que prestam assessoria estratégica para OMS ter concluído em 2017 que as crianças com idade maior do que seis meses podem ser vacinadas com a TCV, principalmente em países onde o número de ocorrências da febre tifoide é muito grande.

Existem vacinas com maior potencial de combate à doença, chamadas de vacinas conjugadas, com o poder de produzirem um maior grau de imunidade em comparação com as antigas vacinas. Elas exigem uma dosagem menor e ainda assim garante uma eficácia na resposta contra a febre tifóide, podendo ser aplicadas junto à programas de imunização que ocorrem constantemente em vários países.

O aval para o uso da vacina em crianças acima dos seis meses de vida abre precedentes para que outras agências ligadas a ONU – Organização das Nações Unidas – façam uma adesão ao imunizante, como é o caso da Gavi – Aliança Mundial para Vacinas e para Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância. Logo após o aval dado pelos especialistas assessores da OMS, a recomendação para o uso da vacina conjugada se tornou prioridade em países com altas taxas de casos da doença, onde também a incidência da bactéria Salmonella Typhi são maiores. Também levando em conta que a vacina irá possibilitar uma redução drástica do uso frequente de antibióticos, a resistência da bactéria tende a ser menor.

Funcionando de forma letal, a febre tifoide age como uma grave infecção, que acaba sendo transmitida através de alimentos e água contaminada, que permitem a transmissão do bacilo responsável pela doença. O contato direto com a urina ou as fezes de pessoas contaminadas com a doença também é um agente transmissor.

Nos países com condições de vida precárias, onde não existe uma infraestrutura adequada, com péssimas condições sanitárias e de higiene, a doença afeta diariamente a realidade destas pessoas. Segundo dados da OMS, são registrados 161 mil mortes relacionadas com a febre tifoide no mundo todo.

 

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