Poluição do ar prejudica o desenvolvimento cerebral de crianças, diz UNICEF

De acordo com um relatório realizado pela UNICEF, 17 milhões de crianças em todas as partes do mundo estão tendo seu desenvolvimento cerebral afetado pelo ar tóxico. O relatório foi publicado em dezembro de 2017.

Segundo o relatório, dois terços das crianças de todo o mundo são afetadas pela inalação de gases tóxicos contido no ar. Uma parcela de 12 milhões de crianças que vivem no sul da Ásia estão expostas diariamente à níveis seis vezes maior do que o recomendado pela ONU – Organização das Nações Unidas. Partículas de vários poluentes têm o poder de danificar o tecido cerebral e atrasar o desenvolvimento cognitivo dessas crianças ao longo da vida delas, diz o relatório.

A poluição contida no ar é uma das questões de mais impacto para à saúde infantil em todas as partes do mundo. A pneumonia atinge 920 mil crianças com idade menor do que 5 anos todos os anos, sendo as crianças com menos de 1 ano as mais afetadas.

O cérebro de uma criança sofre alteração no processo de crescimento, causando transtornos críticos quando essa exposição a níveis elevados de poluição do ar acontece nos primeiros 1000 dias de vida desta criança. Nesta fase da vida, as conexões neurais fundamentais para o desenvolvimento saudável de uma criança são geradas, e devem ser preservadas.

No período de desenvolvimento, o tecido cerebral jovem é muito vulnerável a doses pequenas de produtos poluentes contidos no ar. Isso em níveis elevados, acaba sendo catastrófico para o futuro de uma criança.

“O cérebro de bebês e crianças pequenas são construídos por uma interação complexa de conexões neurais rápidas que começam antes do nascimento. Essas conexões neurais formam o pensamento ideal, a aprendizagem, a saúde, a memória, as habilidades linguísticas e motoras de uma criança”, explica a chefe do desenvolvimento da primeira infância da UNICEF, Pia Rebello Britto.

“O grande número de bebês que vivem em áreas altamente poluídas do nosso mundo, combinado com a evidência emergente apresentada neste novo artigo, oferece um alerta urgente para agir contra poluentes”, explica o vice-diretor executivo da UNICEF, Justin Forsyth.

 

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